terça-feira, 12 de janeiro de 2010

amei mais do que eu mesmo poderia, e o perdi.

Ele sorriu, no mesmo instante em que pude ver a vida desaparecer do seu olhar. Fora seu último suspiro, o último abraço, o último dia sem saber que a morte ao esperava. E eu? Meus olhos não viam nada, eu estava cega; o meu coração parecia não palpitar, mas eu continuava viva segurando em minhas mãos o homem que eu amava. A boca que uma vez me beijara estava coberta de sangue, repleta de morte, dor e solidão. Eu estava só, tanto tempo esperando e ele estava caído em meus braços como uma rosa caída em seu jardim; sem o brilho que sempre a cercara.Em seu corpo o sangue ainda parecia vivo e minhas mãos ensangüentadas tentavam limpar do meu corpo tudo o que acontecera. Mas foram elas que causaram tudo aquilo, não fora eu. Eu não mataria o homem que era a minha vida. Mataria? Não. Não havia um por que pra tudo aquilo. Eu só queria senti-lo novamente ao meu lado, mas eu retirei dele o pouco de vida que ainda restava. Sim, eu matei o homem que era a razão para que eu continuasse vivo. Agora, já não sou necessário por aqui. Devo encontrá-lo e pedir desculpas pela faca que atravessei em seu corpo. Foi um acidente, um mero acidente; eu não faria mal a ele. Eu fiz. Ele havia jurado que não me deixaria! Aquele homem iria me deixar, eu tive que fazer isto, ou encontraria nos braços de outra tudo o que eu tinha pra oferecer.Mas no momento em que eu o abraçara e com a faca a ferira; ele disse que me amava. Era tarde demais, o sangue já estava correndo seu corpo afora e em seus lábios o sangue ainda estava escorrendo. Atrevi-me a tocá-lo, o gosto de sangue permaneceu em minha boca por um certo tempo, mas aquele havia sido o beijo que eu esperara pelos 17 anos de minha vida. O tempo parou. Pude perceber que apenas eu estava respirando. Silêncio... Sem gritos, sem choros, sem nada; à não ser o seu sorriso. Sua alma havia partido e a minha partiu com ele.Direi adeus nesse momento, estou indo encontrá-lo. Em minhas mãos seguro a faca maldita e no coração um vestígio de esperança de te ver sorrir mais uma vez. [redação escolar, junho, tema escolhido pelos participantes: o amor e suas matáforas.] - o texto em si, É uma metáfora.

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