quarta-feira, 27 de outubro de 2010

meu melhor amigo.

Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempos em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal. E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria a carona da volta. E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase dez anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmos há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me corta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa. São dez anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados "alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor" e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra". E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica!

Tati B. é O cara s2 '

terça-feira, 26 de outubro de 2010

fikdik.



pedido

"Que eu não perca até a admiração que sinto por você. Porque se eu perder, não sobra mais nada."

pedido

"Que Deus te dê muita saúde e força e paz para que você siga sua vida sem mim. E que me dê coragem para seguir a minha sem você."

pedido

"Que você não seja minha quarta-feira de cinzas. Não quero ter ressaca de um carnaval que foi super divertido, mas que me deixou com uma terrível do der cabeça."

que me desculpem..

Quando a gente cresce com uma pessoa, é criada com ela, cria laços tão afetivos e sinceros com ela, a gente tem dificuldade em deixá-la partir. É difícil entender que amizades de anos atrás não são mais as mesmas, que as pessoas mudam, que os sentimentos também. É difícil não saber mais nada, não conseguir completar uma conversa, não saber exatamente a maneira certa de se aproximar. É difícil estar lado a lado e ao mesmo tempo tão distante, tão longe. Estar perto, mas não estar dentro.
Quando a gente costumava se importar muito, fica difícil deixar de se importar tanto. Deixar de ligar tanto. Deixar para lá. A vida é simples. As pessoas vêm, aparecem, ficam, vão, e poucas permanecem. A gente sabe disso o tempo todo. Vem convivendo com isso o tempo todo. Mas é complicado. A gente é bem complicado. Por que caralho a gente não consegue entender que as coisas são finitas? Até amor é. Não vem com essa de que amor é eterno. Que dura a vida inteira. Alguns até duram. Amor de pai, de irmão, grandes amores que fazem 50 anos de casados. Mas alguns acabam. A gente não ama hoje todas as pessoas que amou há três anos atrás. O que não quer dizer que a gente não amou. A vida seria tão mais fácil se a gente aceitasse que nem todas as amizades são para sempre, nem todos os namoros de colegial viram casamento, nem todas as pessoas permanecem. Se chuva não alagasse, sol não desse insolação, neve não estragasse o dia. Se Mc Donalds não engordasse, todo dia fosse feriado, se toda semana se comparasse aquela que a gente queria de volta, os amigos do Orkut fossem amigos de verdade (...) Seria tão mais fácil se a gente pudesse não quebrar o coração. Os outros que me desculpem, mas não estou aqui vivendo uma vida só. Tenho 7 vidas. Algumas já passaram, outras ainda virão. Nas que passaram, amei algumas pessoas, outras não.

sábado, 23 de outubro de 2010

querido amor,

há um tempo venho tentando preencher os vazios que você deixou. Venho tentando curar as feridas que você abriu. Superar os traumas que você criou. Há tempos, eu acreditava que você era a melhor coisa desse mundo. E que se eu te tivesse, e sentisse tudo seria bom e belo e feliz. Nunca imaginei que você pudesse machucar tanto. Meus momentos de felicidades com você foram curtos e escassos, enquanto deixou todos aqueles nossos momentos tristes e decepcionantes. E haja decepção. Você, com certeza, foi a maior delas. Agora eu tô aqui, te escrevendo uma carta de um lugar distante. Porque há tempos que não te vejo, nem quero te ver. É triste isso. Um casal que tinha tudo para dar certo acabando assim, com uma carta vez ou outra de algum lugar do mundo, deixando uma saudade bem de leve. Eu podia ter sido muito feliz com você. Mas você me ensionou antes como era ser triste com você. E depois a gente desistiu da gente.
Com carinho, aquela que não quer te ver tão cedo. E que hoje é feliz. Sem você.


"Não adianta esperar atitude de quem não tem."

agradeço!

Agradeço a preocupação, o medo de que eu quebre a cara, o pé atrás. Agradeço essa falta do que fazer e essa necessidade imensa que tem de cuidar da minha vida. Agradeço porque não atendeu o telefone na última semana quando minha crise existencial chegou ao ápice. Agradeço que você não soube e não sabe nada do que se passou em minha cabeça e vá lá o coração. Agradeço que tudo o que senti, senti sozinha. E para não ser injusta, com meia dúzia de amigos de verdade que nunca me fizeram promessa alguma, mas que sempre estão aqui mesmo sem prometer. Agradeço que você não tentou me animar, mas ao invés disso, tive essa dúzia de pessoas que ganharam espaço na minha vida que me fizeram dar altas gargalhadas. Agradeço principalmente o seu não-esforço, pois foi ele exatamente que me fez perceber que certas pessoas não valhem tão a pena. E que outras que eu achei que não valhiam, talvez o façam um pouquinho. Agradeço bastante porque você me fez abrir os olhos não só para você, a outra lá e essa nossa situação ridícula; mas principalmente porque me fez abrir os olhos para um modo de ser meu que já estava irritando. Além disso, me fez perceber que era hora de parar de reclamar de você, do resto do mundo e ir viver. Agradeço que agora todos os meus planos serão realizados e você não vai estar aqui para ver. Agradeço, principalmente, os segundos que você vai me dar para ouvir meu nome qualquer dia desses, quando tudo der certo. Mas antes de mais nada, meu bem, eu agradeço pelo seu esquecimento. Pelas promessas não cumpridas. Pelo 'pra sempre' acabado. Eu agradeço por acabar com essa minha idéia ingênua de acreditar piamente nas pessoas. Porque foi assim que eu aprendi a acreditar mais em mim. Agradeço o "eu te amo", por mais que eu não acredite mais nele. Ou melhor, por mais que eu não acredite mais em você.

"Obrigada pelo seu tempo e já me vou antes que eu perca mais um segundo do meu".

terça-feira, 19 de outubro de 2010

faz parte de todo um ciclo.

Não tenho absolutamente nada contra qualquer coisa que soe a uma tentativa. Não tenho nada contra aquilo que venha a ser frustado, nada contra o amor nao correspondido. Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar. O tal fato é que se você entra, tenta ou ama, você vai se frustar nem que seja com a dor de perna depois de uma balada. O ser humano tem a alma tão grande, que se frusta com pouco, miserável. Vai dizer que não? Se você tem um namorado que gosta de você, você acaba por gostar de outro. Se você vai pra um show dos delírios, onde todo mundo sacode a mão e grita e berra e canta, você reclama que quase ficou surdo. Se sua mãe fala mil vezes pra não ir, não ir e não ir, você acaba indo, dá errado, e você se frusta porque ELA jogou praga na sua noite. Agora é serio? Será que num daria pra levar as coisas mais na esportiva não? Você gosta de se sentir com força o suficiente pra regassar um caminhão num murro, ou é porque é da sua pessoa, sentir raiva e criar motivos pra isso? Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente, às vezes uma surpresa onde você nao esperava ter. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre seder no fim, você ainda não aprendeu isso? Ou você faz, e assume as consequências, ou você não faz, e as assume também! se é que você me entende!@

sábado, 16 de outubro de 2010

eles devem de estar em casa. so pode@

Orkut, MSN, chats… me pergunto onde foi parar a única coisa que realmente importa e é de verdade nessa vida: a tal da química. Mas então onde Meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? O tempo está passando, meus ex já estão quase todos casados, minhas amigas já estão quase todas pensando no nome do bebê,… e eu? Até quando vou continuar achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo a mais idiota de todos?
Foi então que eu descobri. Ele está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredon lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito. A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la andando por aí?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

cadê você?

Quando alguém não entende o meu amor, eu lembro daquele dia que você não queria tocar violão pra mim. Até que dedilhou reclamando que não era o seu violão. Daí tentou uma música conhecida. Tentou uma menos conhecida. Daí tocou uma sua, com a voz baixinha e olhando pro nada. E então me encarou e cantou com a voz alta. E então largou o violão, me encarou e cantou bem alto a sua dor, de pé, na minha frente, e eu achei que meu peito ia explodir. E ri achando que você ia sair correndo e dar um show na padoca da frente. E naquele momento eu pensei que poderíamos ser infinitos se fossemos música. E isso explica tudo, mas ninguém entende. Você entende. Mas cadê você?


Não adianta, não vou dormir mais. Mas vou fazer o que então? Minha cama me lembra você, minha cachorra me lembra você, beber água me lembra você, viver me lembra você.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

tiraram a plaquinha de aluga-se.

Resolvi morar sozinha e passei os últimos três meses procurando um apartamento para alugar. Gostei logo de cara de um no Itaim, rua tranquila, vista para várias árvores charmosas, todo pequenininho e aconchegante. Quando entrei nele senti algo especial, estranho, familiar, algo muito bom. Mas não, não se pode ficar com o primeiro que aparece, não é mesmo? O Itaim tem muito trânsito, prédios antigos dão problema na fiação e no encanamento, a garagem era pequena, enfim, continuei procurando. Depois daquele apartamento vi pelo menos mais uns 30, mas o dito cujo não saia da minha cabeça. A varandinha azul, as vaguinhas para visitantes ao lado, o porteiro velhinho que só sorria. Eu estava apaixonada. Mas não, o mundo tem tantas opções, não é mesmo? Não se pode ir ficando com o primeiro que aparece, ainda mais um primeiro com tantos defeitos: a cozinha era muito antiga, a porta do banheiro batia no bidê (pra que bidê?) e a proprietária não abria mão do carpete (eu sou alérgica). O tempo passou, prédios modernos, mais baratos, com vistas melhores e até mesmo com banheiros gigantes (eu amo banheiros) passaram, e eu nunca tirei o predinho da rua Jesuíno da cabeça. Eu me dizia o tempo todo “o que é do homem, o bicho não come” e seguia a vida tranquila sabendo que quando finalmente chegasse a hora de me decidir, ele estaria lá esperando por mim. Eu precisava experimentar o mundo, eu precisava conhecer outros cantos, cheiros e vistas, não, de maneira nenhuma eu poderia me deixar levar pelos sentimentos e assinar um contrato de fidelidade. Um dia eu estaria pronta para sair de casa e ser uma mulher, um dia eu estaria pronta para não ter mais que olhar pro lado pra poder olhar pra frente. Um dia eu poderia ser dele e então, ele seria meu. Ontem resolvi passar por lá, não para resolver nada e nem para levar minha mudança, apenas para continuar minha paquera medrosa e distante, saber se estava tudo bem com o meu amor e esquentar um pouquinho nosso relacionamento cheios de dúvidas. Quando fui chegando perto não pude acreditar: a placa de aluga-se não estava mais lá! Meu coração cheio de fúria não cabia dentro de mim, eu atravessei a rua correndo, apertei a campainha como um fantasma faminto inconformado com a morte mas impotente e invisível. Depois de muito tempo o porteiro berrou sem nem se dar ao trabalho de mostrar o rosto: já tem gente morando lá, foi alugado semana passada! Voltei para meu carro e chorei o choro mais profundo, antigo e verdadeiro que já chorei em toda a minha vida. Um choro daqueles contidos pela eternidade. Me recordei rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente. Me lembrei de vários lugares que trabalhei e acabei saindo porque era muito nova para me enterrar numa mesa de escritório dez horas por dia, mas eram lugares com pessoas, chefes e trabalhos muito divertidos e inesquecíveis. Recordei de amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo pra depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim, sempre penso “mês que vem faço contato com eles”. E se não tiver mês que vem? Finalmente chorei todos os meus amores que acabaram, todas as portas que eu deixei entreabertas (porque sou péssima em fechá-las) e que se fecharam pela vida: a maioria casou, juntou, sumiu, nem sei por onde anda. Alguém quis fazer desses amores perdidos moradias e eu mais uma vez fiquei sem minha placa de “aluga-se”. Enfim chorei o fim de tudo, assim é a vida, uma morte a cada dia. Depois, como sempre, limpei o rosto e continuei procurando pela minha casa. Estar sempre insatisfeito, na verdade, é o que faz a gente nunca desistir de seguir em frente e quem sabe um dia se encontrar nesse mundo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ah, a chuva e o frio..

se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não achei que ia conseguir dizer, quero dizer, dizer tudo aquilo que escondo desde a primeira vez que vi você, não me lembro quando, não me lembro onde. Hoje havia calma, entende? Eu acho que as coisas que ficam fora da gente, essas coisas como o tempo e o lugar, essas coisas influem muito no que a gente vai dizer, entende? Pois por fora, hoje, havia chuva e um pouco de frio: essa chuva e esse frio parecem que empurram a gente mais pra dentro da gente mesmo, então as pessoas ficam mais lentas, mais verdadeiras, mais bonitas. Hoje eu estava assim: mais lento, mais verdadeiro, mais bonito até. Hoje eu diria qualquer coisa se você telefonasse. Por dentro também eu estava preparado para dizer, um pouco porque eu não agüento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer, e quando você telefona ou aparece com aquele sorriso só seu eu preciso me cuidar para não assustar você e quando você me pergunta como estou, olho sem que você perceba pra felicidade que você me traz e cuido meus olhos para não me traírem e não te assustarem e não ficarem querendo entrar demais dentro dos teus olhos, então eu cuido devagar tudo o que digo e todo movimento, porque eu quero que você venha outras vezes.

sábado, 2 de outubro de 2010

fui eu, a culpa está cmg.

Ele era feliz, cabelos pretos, olhos coloridos e um sorriso cativante. desde os 5 anos tinha o sonho pequeno de ser trabalhador publico pra ajudar as pessoas que ele via passar, tristes, sem nada. ela era linda, encantadora. a amei à primeira vista, como cena de cinema. cabelos negros, olhos escuros, reluzentes, covinhas, a simpatia em pessoa. mais eu acabei com tudo. era tarde da noite, estrada pouco movimentada, chuva grossa caindo e uma discussão em vista. discutíamos sobre não sei oqe, coisas que prefiro nao lembrar, e eu perdi o meu controle, e o controle do carro. capotamos várias vezes até parar no fim do barranco. eu nada sofrí, ou melhor, alguns arranhões no braço e no rosto, cicatrizes qe tenho ahr. mais isso não me fere tanto quanto às outras cicatrizes que ficaram. olhei para o lado e a vi desmaiada, eu nao sentia nada, nem mesmo a respiração dela ofegante. desvia meu olhar pra trás e ali vi, meu filho, estirado, sem ar, sem batimentos, sem vida. porque não eu? logo apareceu duas viaturas, eu implorava pela vida dela, pela dele eu não podia fazer mais nada, a não ser sentir culpa pelo resto da vida. enquanto ela era encaminhada para um pronto-socorro, tive a notícia, ela não tinha aguentado. naquele instante as quatro paredes do meu quarto e mais o teto tinha desmoronado em cima de mim. o peso era enorme, as feridas foram bruscas, a vontade maior era de voltar atrás, me dóia mt ver que em frações de segundos eu pus tudo a perder, perdí o brilho do olhar dela, não realizei os sonhos do meu filho, não vou poder ver mais as duas coisas mais lindas da minha vida. o meu carro hoje está dentro da minha sala. não tenho onde colocar a não ser ali. o reformo todo ano. e hoje com umas a mais na cabeça o qebrei por inteiro, olhando pro noticiário do jornal de alguns anos atras. eu o reformo todo o ano, mas mesmo assim não passa! :'( [texto 'inspirado' na fala de jackie chan em karate kid]