
Agradeço a preocupação, o medo de que eu quebre a cara, o pé atrás. Agradeço essa falta do que fazer e essa necessidade imensa que tem de cuidar da minha vida. Agradeço porque não atendeu o telefone na última semana quando minha crise existencial chegou ao ápice. Agradeço que você não soube e não sabe nada do que se passou em minha cabeça e vá lá o coração. Agradeço que tudo o que senti, senti sozinha. E para não ser injusta, com meia dúzia de amigos de verdade que nunca me fizeram promessa alguma, mas que sempre estão aqui mesmo sem prometer. Agradeço que você não tentou me animar, mas ao invés disso, tive essa dúzia de pessoas que ganharam espaço na minha vida que me fizeram dar altas gargalhadas. Agradeço principalmente o seu não-esforço, pois foi ele exatamente que me fez perceber que certas pessoas não valhem tão a pena. E que outras que eu achei que não valhiam, talvez o façam um pouquinho. Agradeço bastante porque você me fez abrir os olhos não só para você, a outra lá e essa nossa situação ridícula; mas principalmente porque me fez abrir os olhos para um modo de ser meu que já estava irritando. Além disso, me fez perceber que era hora de parar de reclamar de você, do resto do mundo e ir viver. Agradeço que agora todos os meus planos serão realizados e você não vai estar aqui para ver. Agradeço, principalmente, os segundos que você vai me dar para ouvir meu nome qualquer dia desses, quando tudo der certo. Mas antes de mais nada, meu bem, eu agradeço pelo seu esquecimento. Pelas promessas não cumpridas. Pelo 'pra sempre' acabado. Eu agradeço por acabar com essa minha idéia ingênua de acreditar piamente nas pessoas. Porque foi assim que eu aprendi a acreditar mais em mim. Agradeço o "eu te amo", por mais que eu não acredite mais nele. Ou melhor, por mais que eu não acredite mais em você.
"Obrigada pelo seu tempo e já me vou antes que eu perca mais um segundo do meu".
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