quarta-feira, 26 de outubro de 2011

let's go.

Não fugirei de palavras bonitas porque quem diz não é uma pessoa perfeita, não arrumarei mil defeitos pra brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades, não desviarei meus olhos por medo de ter minha mente lida, não sumirei por medo de desaparecer, não vou ferir por medo de machucar, não serei chata por medo de você me achar legal, não vou desistir antes de começar, não vou evitar minha excentricidade, não vou me anular por sentir demais e logo depois não sentir nada, não vou me esconder em personagens, não vou contar minha vida inteira em busca de ter realmente uma vida. Dessa vez não vou querer tudo de uma vez, porque sempre acabo ficando sem nada no final. Estou apostando minhas fichas em você e saiba que eu não sou de fazer isso. Mas estou neste momento frágil que não quer acabar. Fiquei menos cafajeste, menos racional, menos eu. E estou aproveitando pra tentar levar algo adiante. Relacionamentos que não saem da primeira página já me esgotaram, decorei o prólogo e estou pronta pro primeiro capítulo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

abandonei o navio

Antes éramos dois estranhos, querendo saber o que havia por trás um do outro, depois que descobrimos, percebemos que era bom demais pra ser verdade, e nessa hora alguém tinha que abandonar o navio, e esse alguém foi você. Não é de minha natureza desistir das coisas, então eu fiquei firme e forte na minha decisão de te ter, e enfrentei tempestades terríveis sozinha. Você já tinha desistido de nósmas não conseguia me dar adeus. Hoje, sentindo que você está forte o bastante para olhar pra trás e não sentir remorso algum, eu posso te dizer que fique tranquilo, pois chegou minha vez de abandonar o navio. E mesmo sem saber nadar, pra quem mergulhou de cabeça em você, cair em mar aberto vai ser moleza.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

carta final.

Desculpa, a água está no fogo e você deve ter se acordado em função do barulho que a chaleira faz. Sei que chamou meu nome algumas vezes, mas não estou em casa amor, e não irei voltar. Já esvaziei as gavetas, e levei meus pertences embora. As fotos ainda permanecem aqui, faça o que quiser com elas. Veja bem, se levante da cama, leia isto a caminho da cozinha. Fiz tua comida predileta para o almoço, está na terceira prateleira. Tenha a decência de fazer o café. Lave os lençóis, apague meu cheiro. Não quero ter a mínima ideia de que algo relativo a mim te atormenta. Sei que estou sendo dura, mas já aguentei mais do que podia, meu amor. Sim a culpa também foi minha, mas já não éramos mais os mesmo jovens apaixonados fazia algum tempo. Nossos beijos antes tão cheios, agora tão opacos. Notei teus olhos abertos e percebi que era o final. Vi o jeito que olhastes para a ruiva e lembrei do jeito que costumávas me mirar, é, tudo mudou. (...) Mas amor, você é tão forte! Sempre foi o meu protetor, meu anjo da guarda, sei que ficarás bem. Por favor, não tente cozinhar, contrate a empregada que sempre quisestes. Nós dois sabemos muito bem o que acontece quando mexes com farinha, ou qualquer coisa que se espalhe e manche facilmente. Aliás, me deves, e nunca irás pagar, uma blusa nova, e um sutiã também. Você sempre criativo demais com especiarias. Enfim, amor, sei que darás falta de tua camisa azul, pois aviso que levei-a comigo, e quanto ao resto de tuas roupas estão todas passadas, costuradas e em seu devido lugar. Desde que decidistes beber para preencher a falta de amor, tive muito tempo livre. Em pensar que antes não desgrudávamos! Amor, por favor, não chora. Eu sei que vai doer, em mim tem doído bastante, mas eu nunca mais suportaria saber que estivestes chorando e a culpa é minha. Se quiseres saber um segredo, eu estava acordada naquela noite em que chegastes depois das três da manhã. Eu o ouvi dizer que me amava e não entendia o que acontecia. Eu ouvi teu choro baixo, manso. Desculpa, eu também não entendo. Acho que o que nos matou foi o silêncio, o tempo, o egoísmo. Nunca soubemos abrir mão do que não era importante por puro orgulho. Mas principalmente a distância que permitimos se alastrar por nós. Estávamos na mesma cama, na mesma casa, podíamos nos tocar, mas não nos sentir. (...) Acho que estou levemente alta, e você provavelmente dará falta de algumas bebidas em seu armário. De alguns bombons na caixa, e de algumas lembranças. Por favor amor, não pense que eu não lhe amo, na verdade é porque lhe amo que devo ir, é porque lhe amo que o deixo saber a verdade. Faça a barba, estás precisando. Quando a deixas crescer, simplesmente pareces sujo, indecente. Não tente me achar amor, não tente me ligar. Fique com tudo, o que realmente me importava já levei… Pena que não pude te levar. (...) Naquela última noite, pelo que brigamos mesmo? Não importa… Só me desculpa, amor? Garanto que não tinha razão, e tudo que lhe falei foi da boca para fora… Chegastes a te perguntar por que deixei as fotos? É para não te esqueceres de mim. Levei tua camisa favorita, que veste tão bem em mim como pijama, para me lembrar de ti. Engraçado não? Nunca falamos que nos amávamos, e agora parece tão fácil… Mas você sempre soube não? Porque eu bem sei que cada vez que me beijavas, podias ouvir a falta de respiração, e sentir o desejo por mais. Ah amor, fui demitida. Não tive coragem de te falar, em função de meus motivos. Passei uma certa tarde trancada em casa, chorando, tentando encontrar um lugar seguro, querendo teus braços, mas você não estava lá. Não, pelo contrário, quando tentei te ligar, automaticamente dissestes que estava ocupado e depois conversaríamos. Se ao menos tivestes me escutado, não teria que redigir isto agora. Estou meio perdida, mas acho que posso me virar bem. Amor, sentirei tanto tua falta… Mas acho que é somente porque me acostumei com a tua presença. Acho que terei de me acostumar a acordar sozinha, até achar algum outro homem, que seja metade do que um dia fostes para mim. E sim, eu sei que soo muito contraditória, mas acho que ainda há algum amor, que sobreviveu a todos os machucados, mágoas. Acho que ele ainda está vivo em ti também. Espero que quando ela se deitar no meu lado da cama você se lembre de mim, e de tudo que já fizemos aí. Sei que esperas que eu lembre de ti quando estiver com ele também, e irei. Sabes muito bem como adoro teu cheiro, portanto ele cheirará igual. Espero que quando me avistares na rua, um dia desses, sejas maduro o suficiente para me cumprimentar, ou apenas sorrir. Aliás, nunca deixe de sorrir, teu sorriso é lindo, fácil de se apaixonar por. Sabes bem, que mereces melhor do que eu, melhor do que o que tínhamos. E se eu derramar um lágrima ao te ver, não tente secá-la. Se vou é definitivo, por mais que eu queira ficar, já lhe disse, a dor é insuportável. E se procurares por um culpado, pode me culpar, pode falar mal de mim para teus amigos idiotas. Aliás, eu os odeio. (...) Eu acho que.. tenho de me despedir agora, já que não és mais meu. Engraçado como quero que me encontres, me pegue pelos pulsos e diga que eu e você ainda podemos ser nós, que os machucados podem ser curados. Mais.. mas não dá, eu sei. Eu não consigo mais ficar perto de ti, te ver, porque meu coração está cansado de fingir que te ama e não te ama.
Ah amor, desculpa te acordar deste jeito abrupto. Espero que me entenda, apesar de tantas entrelinhas e segundas intenções. Espero que não deixe o café esfriar enquanto lê, e que não o torne agridoce em função de tuas lágrimas. Não se torne azedo, cético, tens a alma mais linda que já vi. Espero não tê-lo destruído, como tudo que toco. Desculpa por ter usado todo o açúcar e ter deixado somente o adoçante. Desculpa pelo silêncio, dor, mesmice, pouco que te dei. Desculpa pela amargura e já não ser mais a jovem pela qual te apaixonastes. Aquela sabe? Infantil, sonhadora, apaixonada, acho que morri. Enfim, me desculpe. Isto é adeus, eu estou lhe deixando, e me deixando. Amor, eu.. esquece.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

o amor vale a pena

Se você tá sofrendo por causa de um amor perdido, eu tenho más notícias: não há nada que você possa fazer. E não há ninguém que possa ajudar. Na melhor das hipóteses você vai ter um amigo paciente, pra levá-lo a um bar e ouvir suas queixas. E eventualmente buscar você em um bar e levá-lo pra casa com segurança nos dias em que você se comportar feito um bobo. Na verdade, até existe alguém capaz de curar sua dor, mas esse alguém não costuma ter pressa. Ele se chama TEMPO. Portanto, procure levantar sua cabeça e dar um passo à diante. Por menor que seja. Porque você ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno. Ter pena de si mesmo não vai ajudar em nada. E por mais que você não acredite, eu posso garantir que você sente algum prazer em cultivar esse sofrimento. Sim, estar triste é uma forma de exercer a paixão quando o alvo dessa paixão já se foi. Você está usufruindo o seu direito de viver eternamente apaixonado. Isso é ótimo. Prova que você é um romântico, mas coisas ótimas não costumam ser baratas, e você tem que pagar seu preço. Em algum momento, tudo isso vai passar! E nesse caso, quando o furacão for embora, ele não deixará destroços. Tudo estará em seu devido lugar, como se nada tivesse acontecido. Você vai recuperar suas noites de sono, vai se sentir revigorado, vai tar feliz consigo mesmo. Vai levantar sua auto-estima. Você vai tar pronto para entregar o seu coração a outra pessoa, mesmo correndo o risco de partí-lo em mil pedaços novamente, porque: O Amor sempre vale a pena!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

mulher de frases

Não sei quanto a vocês, mas amor pra mim ter que ter cheiro. Gosto. E FRASES. Não adianta dizer que um olhar vale mil palavras, que o silêncio diz tudo. Não, não e não. Eu quero sentir, tocar, cheirar, provar, morder e OUVIR. LER. Então, por favor, DIGA. Qualquer coisa que seja, qualquer frase, qualquer palavra perdida, FALE. Ou ESCREVA. Mas por favor, ETERNIZE. Palavras foram criadas para fotografar o coração. Então por favor, não poupe o mundo da sua essência. Click. Palavras são simples. Precisas. Lindas em sua pureza de ser dita. Ben(m) dita! Não precisa fazer pose. Deixe acontecer. Se a garganta der nó e a sílaba não sair, ESCREVA. Caneta e lápis na mão, SEJA. Mostre-se. Eu não me apaixono por pessoas. Eu me apaixono por frases. Me alimento de palavras. Verdades, incertezas, medos, doçuras e pequenas mentiras. Não importa. Eu quero provar seus verbos. Seus sujeitos. Seus objetos. Eu quero te ler. Te sublinhar. Te copiar. Te re-ler. Então, por favor, escreva-se. Inscreva-se. Eu quero te pregar num post-it pra nunca mais te esquecer. Quer saber? O que me encanta no mundo são letras, vogais, combinações inexatas entre o que quer dizer e o que se diz. Não precisa dizer bonito. Muito menos escrever bonito. Palavra vira poesia quando dita com a alma. Por isso, solte-se. Rabisque-se. Eu não vou analisar suas palavras. Eu vou apenas senti-las... Sentir você em cada letra escrita, em cada ponto, em cada frase desenhada. Por isso, permita-me. Eu não quero gramática, dicionário, frases de efeito, plágios descarados pra preencher vazio. Eu quero você. Você e suas palavras. Você e sua letra torta. Em qualquer frase, qualquer rima, qualquer asterisco no pé da página. Mas que seja você. Que brote do silêncio da sua alma bonita e se transforme em letras: palavras para eternizar a poesia que é seu coração!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

a minha vida la fora

Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama!

eu quero mais

Eu to precisando de pessoas novas na minha vida. De novos sentimentos, novas vibrações, novos planos, novas metas, novos sonhos. Eu preciso de outra rotina, outro objetivo, outro caminho. Eu quero mais loucuras, mais insanidades, mais impulsividade, eu quero correr o mundo seguindo a minha intuição. Eu quero mais história pra contar, mais coisas pra viver, mais pessoas pra dividir felicidades, mais amigos de verdade. Eu quero abrir meu coração pra vida la fora, abrir os olhos pro mundo, pra outra direção, pra um novo foco. Eu preciso de mais energias, mais pensamentos bons, mais correria no meu dia a dia. Não suporto essa monotonia, esse meio termo, essa repetição.. Sei lá, eu acho que eu quero acordar, levantar da cama, e sair por aí trilhando o meu futuro, sem me importar com mais nada, além de estar feliz.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

não era amor

Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.

a gnt gst msm do conflito..

Tu achas que eu estou aqui.Tu achas que está conversando comigo, e que eu presto atenção, que eu concordo, respondo, discordo, te ouço, argumento e novamente discordo. Mas eu não estou aqui. Eu não estou nem aí. É que por tantas vezes eu achei que tu estivesse comigo, tantas vezes eu, inclusive, jurei que estava conversando contigo, e que tu prestavas atenção, concordava, respondia, discordava, me ouvia, contra-argumentava e, novamente, discordava. Mas você não estava aqui. Você não estava nem aí. E é assim mesmo, sumidos de nós mesmos, que sobrevivemos aos golpes dos dias. Não é por acaso que surgem em nossos caminhos esses buracos. Nosso caminho é o mesmo, nosso vetor é o mesmo, mas é a nossa direção que nos faz bater de frente. E bater de frente dói demais, justamente porque a gente sabe exatamente tudo sobre o obstáculo que se aproxima, mas somos sempre acometidos pela impossibilidade do desvio. Na verdade, a gente gosta mesmo é do conflito. E isso nunca vai mudar.

cadê você?

Eu vou tentar mais uma vez, eu vou atrás, não vou ter medo, eu vou bater, eu vou entrar eu vou chegar mais cedo mais uma vez. Quem é você que não me vê, cadê você que eu não vejo, cadê você pra me dizer que tudo isso vai passar? Eu vou entrar na tua casa eu vou entrar na tua vida eu vou sentar e esperar tu me mandar embora mais uma vez quem é você que me esqueceu. Cadê você que eu não esqueço? Quem é você que me prendeu e depois me deixou pra trás? Que não vai voltar? Por mais que eu cante, escreva, toque não vai dar. Você não vai mudar, sabe que sozinho eu não sei aonde ir. É claro que tu vai dizer que nunca soube o que eu queria, que fica fácil pra você se agora já não vale o que passou. Os teus amigos, meus amigos, não conseguem dizer nada. Os meus amigos, teus amigos, dizem que não sabem mais quem eu sou e eu não vou ficar te procurando aonde eu posso encontrar alguém pra me mudar.

sábado, 18 de junho de 2011

o ar da sua graça.

Já tinha um mês e resolvi ir nessa festa com cara de festa que você vai. Toda pessoa de cabelo cheio que entrava eu achava que era você. Assim como acho quando estou na rua, no supermercado, na fila do cinema, dormindo. Virei uma caçadora de pessoas cacheadas. Virei uma caçadora de você em todas as pessoas. Então você chegou na festa. E eu apenas sorri e sorri e sorri. Porque era isso. Eu queria te ver apenas. A dor numa caixinha embaixo dos meus pés e eu mais alta pra poder te abraçar sem dor, perto da sua nuca e por um segundo. Eu te acho bonito de formas tão variadas e profundas e insuportáveis. Eu vejo você parecendo um leãozinho no fundo da festa. Suando e analisando. O rei escondido escolhendo a presa que não vai atacar. Com sua eterna tristeza cheia de piadas afiadas. Suas facas afiadas de graças para defender as tristezas que nadam baixas nos seus olhos de quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Em volta um riozinho melancólico e no centro o sol feliz e novinho chegando. E tudo isso vem forte como um soco de buquê de flores de aço no meu estômago. E eu quero ir até você e te dizer que eu sei que você desmaia quando faz exame de sangue. E como eu gosto de você por isso. E como eu queria tirar todo meu sangue em pé pra você jamais cair. E como eu gosto de você por causa do e-mail que você mandou pro seu amigo com problemas. Como gosto quando você lembra de alguém e precisa demonstrar naquela hora porque tem medo da frieza das suas distrações. Suas listas de culturas e atenções. Os vasinhos. Os vasinhos coloridos da cozinha me matam. A história do milagre que te salvou da queda da estante. Você arrepiado falando em anjos. Essas suas delicadezas em detalhes dormem e acordam comigo. Acariciam e perfuram meu peito vinte e quatro horas por dia. Uma saudade dos mil anos que passamos, ou das três semanas. A loucura de gostar tanto pra tão pouco ou simplesmente a loucura de tanto acabar assim. Fora tudo o que guardei de você, me restou a consideração que você guardou por mim. Sua ligação depois, quando me encontra. Sua mão estendida. Sua lamentação pela vida como ela é. Sua gentileza disfarçada de vergonha por não gostar mais de mim. A maneira que você tem de pedir perdão por ser mais um cara que parte assim que rouba um coração. Você é o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. Finjo que aceito suas considerações mas é apenas pra ter novamente o segundo. Como o segundo do meu nariz na sua nuca quando consigo, por um segundo, te abraçar sem dor. O segundo do seu nome na tela do meu celular. O segundo da sua voz do outro lado como se fosse possível começar tudo de novo e eu charmosa e você me fazendo rir e tudo o que poderia ser. O segundo em que suspiro e digo alô e sinto o cheiro da sua sala. Então aceito a sua enorme consideração pequena, responsável, curta, cortante. Aceito você de longe. Aceito suas costas indo. Aceito o último cacho virando a esquina. O último fio preso no pé da minha cama. Não é que aceito. Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta. Seus pedaços estão colados na gosma entalada de tudo o que acabou em todas as instâncias menos nos meus suspiros. Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará, seu beijinho profundo de perdão pela falta de profundidade. Aceito apenas porque toda a lama, toda a raiva, todo o nojo e toda a indignação se calam para ver você passar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

aquele nosso abraço.

Se alguém me perguntasse eu não conseguiria explicar. Faltam palavras, descrições, canções. Falta tanta coisa para sentir o que um dia sentimos. Falta coragem de assumir, coragem de esquecer, coragem de fazer diferente mesmo quando o que se sente continua igual. E hoje, ao pensar no que escrever eu só consigo me lembrar de uma frase:"Te amo tanto, tanto, tanto que te deixo em paz." E sei que você vai ler, e vai me dizer que leu e vai me perguntar se era pra você. E mais uma vez vai me dizer que não quer me machucar. E eu vou entender. Não vou cobrar nada porque já fomos longe demais. E no fundo eu só quero que você guarde um pouco mais. E que daqui a muitos e muitos anos nossa memória consiga se lembrar dos nossos jeitos, sorrisos e momentos. Que o tempo nos permita alguns reencontros sem culpas porque é bom sentir sempre mais uma vez. Porque mesmo a gente voltando para outros abraços só o nosso valerá a pena. (tati bernardi s2)

confesso.

Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertecendo. Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade… quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso. Confesso que agora só espero você, o você que não tem nome, nem endereço ainda.. e muito menos um sobrenome pra me dar.

porque não?

Ele pode estar olhando tuas fotos neste exato momento. Por que não? Passou-se muito tempo, detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça as mesmas coisas que você faz escondida, sem deixar rastro nem pistas. Talvez, ele passa a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram teus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E, ainda assim, preferir o silêncio.Ele pode reler teus bilhetes, procurar o teu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as tuas músicas, procurar a tua voz em outras vozes. Quem nos faz falta, acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez, ele perceba que você faz falta e diferença, de alguma forma, numa noite fria. Você não sabe.Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez, ele volte. Ou não.

sábado, 7 de maio de 2011

Sabe, eu tentei fugir, me enganar, negar pra você, pra mim, pra todo mundo, mas não tem jeito, é você. É você que faz o meu mundinho bobo girar, é você que faz as borboletas do meu estômago aparecerem, é você que pode falar o que quiser que eu vou ouvir, é pra você que me arrumo, é com você que sonho, é com você que quero passar um domingo chuvoso, é com você que quero passar os outros dias da semana com ou sem chuva, é com você que quero ir na festa ais foda, é com você que quero dançar até os meus pés não aguentarem mais. É você o dono da unica voz que é capaz de mudar totalmente meu humor, é você que pode me fazer cócegas sem parar que não vou ficar brava, é você que pode passar a tarde toda passando a mão no meu cabelo, me bagunçando toda só por bagunçar. É você que eu paro pra ver passar, é você o dono da melhor risada, dos mais sinceros olhos, mais doce gosto, mais suave pele e sons. É você que sabe o que eu penso como se lesse minha mente, é você que senti meu coração soltar a 5 metros de distância, é você que invade minha mente na aula de matemática. É você que não esta presente fisicamente comigo todo tempo mas está comigo todo momento, é você que aparece na minha mente quando fecho os olhos. É você que vai varrer todos os sonhos do mundo comigo, é você que eu quero que esteja me esperando no altar quando eu estiver entrando na igreja toda vestida de branco ao som daquela musica que só eu&você sabemos o significado, é você que eu quero casar, pois eu sei que é você a companhia perfeita para todos os finais de tarde da minha vida.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

nossas historias.

Imagine nós dois, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado de mais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos à tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando coca e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando , e você estaria no topo da carreira. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor.

terça-feira, 19 de abril de 2011

que seja assim.

Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito. Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, “A Identidade”, que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos. Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu. Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

consideração

Já tinha um mês e resolvi ir nessa festa com cara de festa que você vai. Toda pessoa de cabelo cheio que entrava eu achava que era você. Assim como acho quando estou na rua, no supermercado, na fila do cinema, dormindo. Virei uma caçadora de pessoas cacheadas. Virei uma caçadora de você em todas as pessoas. Então você chegou na festa. E eu apenas sorri e sorri e sorri. Porque era isso. Eu queria te ver apenas. A dor numa caixinha embaixo dos meus pés e eu mais alta pra poder te abraçar sem dor, perto da sua nuca e por um segundo. Eu te acho bonito de formas tão variadas e profundas e insuportáveis. Eu vejo você parecendo um leãozinho no fundo da festa. Suando e analisando. O rei escondido escolhendo a presa que não vai atacar. Com sua eterna tristeza cheia de piadas afiadas. Suas facas afiadas de graças para defender as tristezas que nadam baixas nos seus olhos de quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Em volta um riozinho melancólico e no centro o sol feliz e novinho chegando. E tudo isso vem forte como um soco de buquê de flores de aço no meu estômago. E eu quero ir até você e te dizer que eu sei que você desmaia quando faz exame de sangue. E como eu gosto de você por isso. E como eu queria tirar todo meu sangue em pé pra você jamais cair. E como eu gosto de você por causa do e-mail que você mandou pro seu amigo com problemas. Como gosto quando você lembra de alguém e precisa demonstrar naquela hora porque tem medo da frieza das suas distrações. Suas listas de culturas e atenções. Os vasinhos. Os vasinhos coloridos da cozinha me matam. A história do milagre que te salvou da queda da estante. Você arrepiado falando em anjos. Essas suas delicadezas em detalhes dormem e acordam comigo. Acariciam e perfuram meu peito vinte e quatro horas por dia. Uma saudade dos mil anos que passamos, ou das três semanas. A loucura de gostar tanto pra tão pouco ou simplesmente a loucura de tanto acabar assim. Fora tudo o que guardei de você, me restou a consideração que você guardou por mim. Sua ligação depois, quando me encontra. Sua mão estendida. Sua lamentação pela vida como ela é. Sua gentileza disfarçada de vergonha por não gostar mais de mim. A maneira que você tem de pedir perdão por ser mais um cara que parte assim que rouba um coração. Você é o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. Finjo que aceito suas considerações mas é apenas pra ter novamente o segundo. Como o segundo do meu nariz na sua nuca quando consigo, por um segundo, te abraçar sem dor. O segundo do seu nome na tela do meu celular. O segundo da sua voz do outro lado como se fosse possível começar tudo de novo e eu charmosa e você me fazendo rir e tudo o que poderia ser. O segundo em que suspiro e digo alô e sinto o cheiro da sua sala. Então aceito a sua enorme consideração pequena, responsável, curta, cortante. Aceito você de longe. Aceito suas costas indo. Aceito o último cacho virando a esquina. O último fio preso no pé da minha cama. Não é que aceito. Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta. Seus pedaços estão colados na gosma entalada de tudo o que acabou em todas as instâncias menos nos meus suspiros. Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará, seu beijinho profundo de perdão pela falta de profundidade. Aceito apenas porque toda a lama, toda a raiva, todo o nojo e toda a indignação se calam para ver você passar.

sexta-feira, 25 de março de 2011

é o que chamam de desabafar

Ultimamente tenho entrado pouco no Tumblr, tô sem tempo na verdade, foquei em algumas outras coisas e como sempre me ensinaram: é necessário abrir mão de algumas coisas para conquistar o que tanto se quer. E isso é meio o que tô fazendo. Tem gente que não entende, minhas amigas acham que estou me esquecendo de cada uma delas e vivem me cobrando a atenção que eu deveria dar, a atenção que eu sempre dei. Se passo por problemas? É lógico, todo mundo passa. Mas eles são apenas grãos de areia comparados a tudo que há no mundo. Tem dias que parece que tudo tá conspirando contra, sabe? E mesmo sem querer, eu levanto, tento sorrir. Não é tão fácil sorrir quando não estamos em um momento tão bom, mas tem que ter fé, tenho que lembrar de pensar positivo, já que tudo nessa vida é passageiro, né? Não sei porque tô escrevendo isso, talvez seja pra aliviar um pouco, talvez. Tô com saudades, tô confusa, tô exigindo muito de mim e talvez eu esteja até um pouco triste, mas sabe aquela tristeza que mais parece um cobertor e vai te envolvendo, te envolvendo e você fica pensando na vida? Pois é, é isso que tô sentindo. Ás vezes tenho uma vontade de colocar mesmo tudo pra fora, realmente desabafar, sabe? Mas fica preso e aí meu coração vai ficando pesado, pesado e quando não lembro o que é mais chorar, vem as lágrimas. Aí tenho que limpar o rosto, levantar a cabeça e pedir a Deus que me pegue no colo. Queria não chorar tanto e por tudo, queria dizer ao meu pai que sinto a falta dele aqui em casa, queria pedir perdão a um certo garoto por não ter dado uma chance de verdade a ele, queria pedir a minha melhor amiga pra nunca desistir de mim, queria pedir perdão a Deus por querer tudo no meu tempo, por reclamar tanto, por estragar tanto, por quase sempre esquecê-lo quando tudo na minha vida está bem, queria não ter que ignorar o que sinto em nome da felicidade de alguém que de fato é importante demais pra mim, queria ter braços enormes pra me abraçar sempre que a solidão, a saudade e a tristeza tentassem me envolver. Já não sei se sentir tudo tão intensamente seja algo tão bom assim, tô mudando aos poucos, tô me reformando por dentro, não queria mas também tô aprendendo a ser forte sozinha, tô aprendendo a deixar o meu orgulho de lado e falar o que sinto, tô jogando fora tudo o que em nada me acrescenta, tô pedindo mais colo do que o normal, tô sentindo falta daquelas pessoas que prometeram não me esquecer e que agora o máximo que falam é um “Oi, tudo bem?”. A verdade é que cansa, dá uma vontade de jogar tudo pro alto, aí lembro que sou forte, que tenho que ser forte, que tenho que batalhar pra colocar um sorriso no meu rosto, que não devo apenas querer ser feliz mas que também tenho que lutar pela felicidade das pessoas que amo - por mais que isso me tire um sorriso e me custe lágrimas -. É assim, é a vida, a gente cai, a gente levanta, a gente acerta e erra pra caramba. Somos de carne, mas algumas vezes nossos ombros tem que ser mesmo bem potentes pra suportar os problemas, a tristeza, essa falta de algo. Inúmeras vezes escrevi e sorri com lágrimas nos olhos e outras milhares de vezes levantei quando achei que não seria mais possível e levantei mais forte ainda. Já me fechei pro mundo, já me afastei das pessoas que mais amo, e que motivo levaria alguém a fazer isso? Também não sei, mas fiz. Ainda tenho muito o que crescer, o que viver, coisas e pessoas pra amar, sentimentos pra guardar aqui no peito, batalhas pra vencer, inúmeras quedas, algumas derrotas mas ainda assim tenho minha fé, e mesmo quando tudo dentro de mim muda, Deus nunca muda. Essa é a minha certeza, é aquela luz no final do túnel, sabe? Minha fé me guia e Deus me pega no colo ou me estende a mão quando o cansaço se torna algo maior do que eu. E mesmo com tantas perguntas, tantas incertezas, tantos medos, tanta saudade, tanta coisa pra esquecer, o melhor é seguir em frente, é se apoiar na fé, é sorrir mesmo que dentro de nós tudo esteja se partindo, é tentar olhar sempre o lado bom das coisas, é parar de apenas olhar o mundo ao redor do umbigo e ver que há pessoas que precisam de ajuda, de carinho, de um “tudo vai ficar bem”. E é desse jeito, aos troncos, nessa montanha-russa que vou vivendo, que tô vivendo. Não vou desistir, não vou deixar de sorrir, não vou parar de lutar, não vou ficar no chão e achar que aquilo realmente é o fim, vou persistir, vou conseguir, vou vencer, vou amar, vou sorrir, vou viver. E quer saber? Não importa o que me aconteça, não importa o que falem, digam ou pensem, vai ter sempre uma coisa bem bonita pra acontecer na minha vida, e se não tiver, eu espero a tempestade passar e depois procuro o arco-íris no horizonte. Tem que ter fé, agora repete comigo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

é função desfuncional.

Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto.

tudo passa

Vai passar,tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada¨impulso vital¨. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ¨estou contente outra vez¨...

sabe...

Sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu deus como você me doía de vez em quando, eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada, um tempo enorme só olhando você sem dizer nada, só olhando e pensando, meu deus mas como você me dói de vez em quando.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

só ele ♥ '

Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, na internet, nas paradas de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

valer a pena, você.

Acho que consegui estragar todos os meus relacionamentos simplesmente porque gostei demais das pessoas. Dessa vez quero acertar, por isso combinei comigo que, apesar de estar morrendo por você, eu NÃO gosto de você.Você me salvou. Eu não agüentava mais pensar nos mesmos caras que eram sempre os mesmos caras. Com as mesmas roupas, com os mesmos assuntos, andando com os mesmos amigos. Você é novinho em folha e eu sou louca por você. Mas tudo isso eu não te conto pra você não achar que eu sou louca. Chega. Dessa vez vou fazer tudo certo. Já perdi a conta do quanto a gente já conversou e apesar de eu me encantar com os seus olhos, com as suas palavras, com a sua inteligência e esse charme blasé de quem sabe o que quer... Eu nunca te elogiei. Eu quero eternizar o seu sorriso lindo – mas eu nunca falei dele pra você. Nem falei do seu cheirinho bom. Que é o cheiro de uma nova vida que eu estava precisando tanto. Não quero falar que te adoro principalmente porque eu já nem sabia mais como era adorar alguém novinho em folha antes de você aparecer. Não, eu não vou sonhar com você. Chega de sonhar com passeios de mãos dadas. Dessa vez vou fazer tudo direito. Chega. E você nem sonha que eu sou meio ciumenta, bem chata, quero ser mãe e acredito no amor da minha vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea. Você nem sonha com essas coisas porque só conversamos coisas leves e engraçadas. E alguns assuntos cabeça também pra eu poder saber o quão inteligente você é. Eu corro pro espelho e repito cem vezes que EU NÃO GOSTO DE VOCÊ. Não gosto de você. Não gosto de você. Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. Pra mais longe ainda. E eu simplesmente não agüento mais ninguém indo embora. Porque nesse mundo maluco só se dá bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o amor. E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha urgência pelo seu beijo, pelo seu toque. Porque, se você sentir urgência em mim, vai é correr urgente daqui. Chega. Estou morrendo de vontade de ser eu, mas ser eu só tem me feito perder e perder. E eu quero ganhar. Só dessa vez. Chega. Mas eu quero me dar de bandeja pra você. Mas não. Depois eu demoro semanas pra me levantar porque fui intensa e vivi um dia. Não agüento mais nada disso. Por isso, dessa vez, eu não vou gostar de você. Tchau. Chega de fazer tudo errado. A minha vontade é te ligar, pra contar o quanto gosto de você. E te pedir em namoro. E me declarar. Falar palavras lindas, frases perfeitas, poéticas, sensíveis. Mas não! Eu sou uma mocinha. E mocinhas só se declaram depois de um mês de namoro. Ou depois que o garoto fala que gosta delas. Dessa vez vai ser assim. Chega. E se você não desistir mesmo com todo esse teatro que eu estou fazendo, vai ser a prova de que eu precisava pra saber que você realmente vale a pena.

sábado, 29 de janeiro de 2011

se jogou num mar aberto de ilusões ♪ '

Ele namorava uma menina e quando eles iam fazer alguns meses de namoro, ele foi fazer um show e não ia dar pra eles ficarem juntos nesse dia, então ela pediu pra ele dedicar uma música pra ela. Só que ele esqueceu, e ela ficou muito mal com isso. Então depois de duas semanas, ele terminou com ela, dando a desculpa de que ela estava fazendo ele sofrer, etc. Mas a verdade é que ele achava que já tinha cansado dela. Eles não perderam contato, e ela ainda tentava voltar com ele, e ele sempre dava umas desculpas pra não voltarem… Assim, a ultima desculpa que ele deu foi que era muito novo pra namorar e que queria curtir a vida com os amigos. Só que depois de mais ou menos 15 dias, ele começou a namorar outra menina. Logo a avó dele morreu, e ela ficou sabendo, então mandou uma mensagem no celular dele dizendo: Amor, quero te encontrar, etc… Então a nova namorada dele leu e eles acabaram terminando. Então ele ficou muito bravo, e foi encontrar a menina. Quando ele chegou lá, ela perguntou se ele precisava de alguma coisa, em relação a morte da avó dele, e ele disse um monte de coisas pra ela, porque estava nervoso. Pediu pra ela sumir da vida dele. Enfim, eles brigaram mas ela não tinha dinheiro pro taxi, então pediu uma carona pra ele. Ele ignorou, virou as costas. Ela foi dar uma volta na praia, e morreu afogada. Como era de noite e não tinha ninguém lá, ninguém sabe ao certo se ela se matou, ou se foi um acidente.

Isso tudo aconteceu com o Dan, guitarrista da banda cine, e essa é a história da música ‘As Cores.’

Nem todo mundo sabe das histórias que se tem por trás de cada música, independente da banda. Ninguém tem que julgar nada. Eu não sou Fã de Cine e confesso que nunca tinha parado pra observar a letra dessa musica. É realmente linda.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

deixei de ser social, acho.

“De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Terminei um namoro. Comecei outro. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece, sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros… Resolvi não resolver tudo tão rapido. Cortei minhas unhas que antes eram grandes. Deixei a simpatia prevalecer. Senti falta da minha mãe. Dei uma de difícil, eu nao era tanto. Senti frio e muito calor. Aprendi a ignorar. Dei pra ser quieta. Larguei minha vida de farras, agora so festa vip. De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Me interessei por coisas diferentes. Sobrevivi, eu e o meu orgulho. Tô mais sedutora, gata e mentirosa."
Ele: Preciso dizer isso à alguém!
Ela: O que?
Ele: Eu estou muito apaixonado!
Ela: Nossa, que garota sortuda! Inveja dela.
Ele: Eu sei que eu não deveria estar te falando isso, porque você gosta de mim, né…
Ela: Não, deixa. Mas me conte, o você vai contar pra ela?
Ele: É obvio que sim! Mas de que jeito eu conto? Pessoalmente, ou pelo MSN?
Ela: Ah, por MSN deixa dúvidas. Fale pessoalmente, que ela verá seu olhar, e saberá se você a ama de verdade, ou não.
Ele: E você gostaria de ganhar o que?
Ela: Ah, nada. Eu apenas ia querer um sorriso seu, só pra mim.
Ele: Ok.
Ela: Mas me diz, como você sabe que está apaixonado por ela?
Ele: Eu a amo. Tenho certeza disso. Ela me faz sentir diferente. Ela me faz sorrir mais. Ela me tira dos piores momentos. Nas nossas conversas, os conselhos dela, o jeito dela, ah, não sei como explicar o que eu sinto direito, quando converso com ela. Ela me faz sentir amado. Porque sei que ela me ama também. Eu não consigo tirar meu olhar de perto dela. Eu não consigo controlar meu sorriso, que eu sei que é um sorriso apaixonado. Eu sinto tanta coisa, mas não faço a mínima idéia de como falar à ela. Eu estou fazendo ela sofrer. Finjo que amo uma pessoa, mas na verdade, não amo. As vezes finjo que estou me apaixonando, mas é pra ver se ela ainda sente ciúmes. Porque sei que se ela sentir, é porque ela ainda me ama. Mas eu juro, por qualquer coisa em minha vida, que a última coisa que eu queria, é fazê-la sofrer. O meu único problema, é que eu não sei como demonstrar que a amo. Tenho medo de estar errado. Medo de estar confundindo as coisas, e fazê-la chorar mais por minha culpa..
Ela: E por que você não repete tudo isso que me disse, à ela?
Ele: Você quer que eu repita tudo de novo à você?

apesar de.

Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

as coisas mudam, umas ficam.

Pirulitos se tornam Cigarros. Inocentes viram vadias. Dever de casa vai pro lixo. Refrigerante se torna vodka. Bicicletas viram carros. Beijos viram sexo. Vocês se lembram de quando usar proteção era botar um capacete? De quando a pior coisa que você poderia levar de garotos eram cosquinhas? De quando os ombros do pai eram o lugar mais alto e inatingível e mamãe era nossa heroína? Aliás, lembram-se de quando heroína era o feminino de herói? De quando seu pior inimigo era seu irmão? De quando a única droga que você conhecia era remédio pra tosse? De quando remédio pra tosse era realmente usado pra curar tosse? De quando usar uma saia não te transformava numa vadia? E a maior dor que você sentia era quando ralava os seus joelhos e os "adeus" duravam somente até o amanhecer do outro dia. E nós não podíamos esperar por crescer? Você ama sorvete de chocolate, mas às vezes, toma um sorvete de côco "pra variar". Mas nem por isso deixa de gostar do sorvete de chocolate, que continua sendo o seu preferido! Ou seja, não é porque ficamos com outra pessoa que não gostamos mais do nosso "sorvete de chocolate".

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

peço demissão.

Entrei na sala escura e pequena. Senti uma claustrofobia enorme. Abre aí uma janela, liga o ar, qualquer coisa. Não, tinha que ser jogo rápido. Diga logo ao que veio que eu tenho mais o que fazer. Eu vim pedir demissão. Disse. Já me arrependendo. Mas preferindo isso do que ser demitida por incompatibilidade ao cargo. Ele me olhou, olhou, olhou de novo. Por cima dos óculos. Então você quer se demitir do amor? Isso mesmo, querido chefe coração. Eu quero desaparecer daqui. Quero que você se exploda. Veja bem. Um dia lindo lá fora. Quinhentas coisas pra fazer. E eu presa aqui o tempo todo. Nessa salinha mofada. Trabalhando vinte e cinco horas por dia sem dormir, sem ver a luz do dia e sem ganhar nada por isso. Vivo exausta e abatida. Chega. Isso é trabalho escravo. Você me deve férias há anos. Você sempre me garante que agora, agora finalmente é a minha vez. Vou crescer na empresa. Vou me dar bem. Vou ter aumento. Mas nunca é a minha vez. Vou morrer estagiária se continuar aqui. Sempre que estou saindo pra almoçar, você aparece em minha mesa e me dá papeladas e mais papeladas de angústias e ciúmes. E mais uma vez deixo de comer pra cuidar de você. Sempre que estou saindo pra me divertir um pouco, esquecer o dia desgastante, esquecer que você me suga, esquecer que bato cartão diariamente numa empresa que jamais me valoriza, você aparece e me dá papeladas e mais papeladas de saudades e fidelidades. E nisso os dias passam e não saio do mesmo lugar. Mas olha. Está um dia tão bonito lá fora. E são tantos outros empregos que posso arrumar. Minha bunda, por exemplo, tá precisando de um reforço já faz tempo mas eu nunca apareço. Ela está quase falida. Meu cérebro, coitado, já desistiu de me oferecer mais dinheiro pra me levar daqui. Eu sempre acabo ficando. Escrava sua. Seu explorador desgraçado. Eu quero a demissão agora. Quero viajar com carro conversível e cantar. Quero trepar com alguém que você não goste sem ser bipada por você na hora H. Sem ter que voltar correndo pra fazer suas vontades imperantes. Já que não tem final de semana, madrugada ou Carnaval, esse é o jeito. Demissão. Desisto. Me demito. O quê? Aviso prévio. Quem disse? É lei. Tá bom. Aviso prévio. Mas eu te juro, só mais uma semana. Aproveita bem que está acabando. E se você for esperto, metade do que bota banca que é, me contrata antes de me perder pra sempre.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

nada é demais '-*

Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.