domingo, 15 de agosto de 2010

agr sim é pra você.

você smp me disse qe a sua maior mágoa era eu não escrever algo pra você. nem que fosse te xingando, te expondo. qualquer coisa. Você smp aquele que insistia na msm coisa todos os dias com a esperança enorme de me conquistar em alguma delas. E eu nunca te escrevi nenhuma frase sequer em um papelzinho amassado. Você foi o amg qe entendeu essa minha vntade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que entendeu tbm, o porque dêu ser smp tão indecisa nas minhas escolhas, elas não te agradavam mt ne. Outro dia eu encontrei um diário meu de 2OO9 , e lá estava escrito "hoje larguei meu ficante sentado, e conversei com ele a noite inteira". Ele no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito pra você por conta própria e dando iniciativa a algo, você era o meu melhor, mesmo sendo tímido e um pouco desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você estava com um boné azul da adidas de listrinha branca pro lado parecendo aqueles maconheiros de favela e eu com uma blusa vermelha de frio num sol de rachar. E nessa época você não gostava de mim porque eu era popular demais na escola, e você não gostava mt disso, de repartir, rs. Mas eu gostava de você porque você conversava engraçado, e eu achava isso bastante interessante. Eu me achei meio ridícula na foto, mas sentí uma coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei qe alguns meses depois, quando eu já não era mais a popular da classe e sim uma nerd em busca de notas e esperta eu só namorava com figurões, você viu algo nisso e me roubou um beijo. No fim da esquina. Foi ridículo. Mas foi menos ridiculo do que aquela vez, que eu te agarrei na piscina do clube. Você por não ter tomado a iniciativa saiu com cara de "me fudí com a galera" e só conversou cmg dias depois. Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu uma folha de papel amassadíssima e miníma escrita eu te amo. Ou quando me disse que mesmo não estando cmg iria me dar um presente do dia dos namorados. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me trouxe aquele cartão postal do hotel fazenda que você tinha ficado na semana sem aula, com uma casona cheia de arvores grandes e mt gente bonita. Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa de escola, me viu dançando, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida "eu sei que você não gst de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim". Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios isso acontecia com você. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim. Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que qualquer homem feio que passou pela minha vida, rs. E eu sempre amei a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que eu lembrei que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso aquela vez. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida, e que você é cheio dessas coisas. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você me deixou te olhar, mesmo você não gostando de mim. E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.

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